Ah, meu céu de ouro bordado,
meu leonino ensolarado!
Nem sei quem é mais felino:
tu ou teu verso menino...
E assim vai o poeta, como hábil escultor/esculpindo em pássaro/imprimindo em nuvem/o seu amor/com lápis de cor./Lapida em tudo que é morto/quanto é bom ser vivo./Tudo que um dia foi e quis ser de novo/emerge a pleno no coração do poeta./Sereias que súbito sobem à superfície.
sábado, 31 de agosto de 2013
convite
Chega aqui, meu bom poema
(mais fiel dos meus amantes...)
É
em
ti
que
eterna
bailo
o serei eu
como
era
antes!
(mais fiel dos meus amantes...)
É
em
ti
que
eterna
bailo
o serei eu
como
era
antes!
domingo, 11 de agosto de 2013
ariel
As estrelas são as sereias do céu.
Sua voz nos ilumina.
Ouve que baixinho cantam
o silencioso mar da noite...
Abre bem teus olhos, ouve.
Ouve atentamente o brilho...
No instante em que as ouvires
entrarás na eternidade.
Sua voz nos ilumina.
Ouve que baixinho cantam
o silencioso mar da noite...
Abre bem teus olhos, ouve.
Ouve atentamente o brilho...
No instante em que as ouvires
entrarás na eternidade.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
à flor da rosa
Que teu ouvido de arte
ouça místicos dizeres:
Nós nascemos para amar-te
desde antes de nasceres...
ouça místicos dizeres:
Nós nascemos para amar-te
desde antes de nasceres...
terça-feira, 16 de julho de 2013
à luz da lareira
"Não me deixem ir tão só,
Tão só, transido de frio..."
Ah, Mario, que me ensinaste tantas imagens...
Linda imagem esta!
És um avô deixado ao relento
todo lento e arredio...
Lentamente costurado
ao casaco do teu frio.
Tão só, transido de frio..."
Ah, Mario, que me ensinaste tantas imagens...
Linda imagem esta!
És um avô deixado ao relento
todo lento e arredio...
Lentamente costurado
ao casaco do teu frio.
"nós não podemos viver sem imagens"
O céu sacoleja os cabelos brancos.
E o dia se espalha
bem
desatento.
À cata da noite
(perdido entre as nuvens)
fareja um sol sonolento.
O sol faz farelo
sobre este momento.
Despeja amarelo
no meu firmamento.
E fica firmado
em mim o momento:
o sol é meu rei
sou seu vassalo-
vento.
E o dia se espalha
bem
desatento.
À cata da noite
(perdido entre as nuvens)
fareja um sol sonolento.
O sol faz farelo
sobre este momento.
Despeja amarelo
no meu firmamento.
E fica firmado
em mim o momento:
o sol é meu rei
sou seu vassalo-
vento.
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