Que teu ouvido de arte
ouça místicos dizeres:
Nós nascemos para amar-te
desde antes de nasceres...
E assim vai o poeta, como hábil escultor/esculpindo em pássaro/imprimindo em nuvem/o seu amor/com lápis de cor./Lapida em tudo que é morto/quanto é bom ser vivo./Tudo que um dia foi e quis ser de novo/emerge a pleno no coração do poeta./Sereias que súbito sobem à superfície.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
à luz da lareira
"Não me deixem ir tão só,
Tão só, transido de frio..."
Ah, Mario, que me ensinaste tantas imagens...
Linda imagem esta!
És um avô deixado ao relento
todo lento e arredio...
Lentamente costurado
ao casaco do teu frio.
Tão só, transido de frio..."
Ah, Mario, que me ensinaste tantas imagens...
Linda imagem esta!
És um avô deixado ao relento
todo lento e arredio...
Lentamente costurado
ao casaco do teu frio.
"nós não podemos viver sem imagens"
O céu sacoleja os cabelos brancos.
E o dia se espalha
bem
desatento.
À cata da noite
(perdido entre as nuvens)
fareja um sol sonolento.
O sol faz farelo
sobre este momento.
Despeja amarelo
no meu firmamento.
E fica firmado
em mim o momento:
o sol é meu rei
sou seu vassalo-
vento.
E o dia se espalha
bem
desatento.
À cata da noite
(perdido entre as nuvens)
fareja um sol sonolento.
O sol faz farelo
sobre este momento.
Despeja amarelo
no meu firmamento.
E fica firmado
em mim o momento:
o sol é meu rei
sou seu vassalo-
vento.
oração
Dedico todos os poemas que eu vier a escrever nesta vida
a ti, meu amor
a ti, minha menina
Poesia,
fruta louca de tão linda...
a ti, meu amor
a ti, minha menina
Poesia,
fruta louca de tão linda...
e nos longes da fazenda
Eu não faço poesia.
A poesia faz-se em mim,
sou-su-a- lo-co-mo-ti-va.
Escolheu
a mim e a outros
para habitar.
E ferozmente habita-nos.
Precipita-se-nos.
E nós docilmente
(servilmente)
lhe emprestamos o lombo como cavalos.
Eia, Poesia!
Cavalos somos todos,
cavalos mortos de fome.
Aqui o pasto é rei
e pangaré não tem nome.
A poesia faz-se em mim,
sou-su-a- lo-co-mo-ti-va.
Escolheu
a mim e a outros
para habitar.
E ferozmente habita-nos.
Precipita-se-nos.
E nós docilmente
(servilmente)
lhe emprestamos o lombo como cavalos.
Eia, Poesia!
Cavalos somos todos,
cavalos mortos de fome.
Aqui o pasto é rei
e pangaré não tem nome.
enfim, livre
Caçadores que somos,
passamos a vida a perseguir a lebre da infância.
(Shh. Faz silêncio, agora...)
...Mas ela sempre se nos sai mais rápida.
Sai-se-nos!
Fugiu.
Corre ligeiro,
quase levita.
Em seu lugar não compramos
gatos
coelhos
ou vacas.
Queremos sempre a lebre.
(Não há mais remédio.
Queremos a febre.)
passamos a vida a perseguir a lebre da infância.
(Shh. Faz silêncio, agora...)
...Mas ela sempre se nos sai mais rápida.
Sai-se-nos!
Fugiu.
Corre ligeiro,
quase levita.
Em seu lugar não compramos
gatos
coelhos
ou vacas.
Queremos sempre a lebre.
(Não há mais remédio.
Queremos a febre.)
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