"Sou solito, solecito."
Sinto-me um pouco sozinho.
Quero ver um sol de Amor
estalar no meu caminho.
Grande, belo e generoso.
Em cada raio está meu ninho.
Me ensolara
Me enluara
me bronzeia de carinho.
E assim vai o poeta, como hábil escultor/esculpindo em pássaro/imprimindo em nuvem/o seu amor/com lápis de cor./Lapida em tudo que é morto/quanto é bom ser vivo./Tudo que um dia foi e quis ser de novo/emerge a pleno no coração do poeta./Sereias que súbito sobem à superfície.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
para um anjo
Esta ameixa tem o gosto
de minha vida com vovó.
A cada mordida nova
eu me sinto menos só.
de minha vida com vovó.
A cada mordida nova
eu me sinto menos só.
a sete chaves
Sou casada com a rima,
afetada sou.
Amante incestuosa
daquele que me casou.
Já não finjo, ai,
o Verbo é meu pai.
afetada sou.
Amante incestuosa
daquele que me casou.
Já não finjo, ai,
o Verbo é meu pai.
amêndoa
Então já abriu o sol,
coração abriu também.
Este raio que me atinge
me faz te querer tão bem.
Estou quente de uma febre
a qual não sei viver sem.
O raio me atinge em cheio
até o ponto de cegar.
Já estou ardendo em febre
e não quero me curar.
coração abriu também.
Este raio que me atinge
me faz te querer tão bem.
Estou quente de uma febre
a qual não sei viver sem.
O raio me atinge em cheio
até o ponto de cegar.
Já estou ardendo em febre
e não quero me curar.
anéis
Ó menino
saturnino,
já não toca mais o sino.
Costumavas ser meu hino,
o meu doce paladino...
Que aconteceu contigo?!
(ou será que foi comigo?...)
Não exalas mais perigo,
já não peço por castigo.
Deixa estar, profundamente:
encontrei um ombro-abrigo...
saturnino,
já não toca mais o sino.
Costumavas ser meu hino,
o meu doce paladino...
Que aconteceu contigo?!
(ou será que foi comigo?...)
Não exalas mais perigo,
já não peço por castigo.
Deixa estar, profundamente:
encontrei um ombro-abrigo...
"é beleza demais para que o suporte meu pequeno coração"
Quero um amor
escrito em letras medievais.
Conseguir me contentar
com o que aporta aqui no cais.
Esta sede não me larga:
"Quero mais... Quero mais..."
Em meio aos canaviais
sussurram-me, pé do ouvido,
teus instintos mais carnais.
escrito em letras medievais.
Conseguir me contentar
com o que aporta aqui no cais.
Esta sede não me larga:
"Quero mais... Quero mais..."
Em meio aos canaviais
sussurram-me, pé do ouvido,
teus instintos mais carnais.
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